segunda-feira, 11 de maio de 2020

Nordeste busca união para proteger as regiões costeiras após a pandemia da Covid-19



Com participação da sociedade civil e da comunidade acadêmica, foi criada a União Nordeste Mar (UNEMar), em defesa do uso sustentável das regiões litorâneas e oceânicas, propondo programas e ações unificados para implementação após a pandemia da Covid-19. O Nordeste possui a maior parte da região costeira do país, que, além de pouca protegida, recentemente foi atingida por grandes manchas de óleo.

“É necessário pensar de uma forma inclusiva, para que não haja a interrupção no processo de recuperação ambiental que está ocorrendo durante o fechamento das praias neste período de pandemia”, afirma o presidente da Redemar, William Freitas.  Ele destaca que a região litorânea é uma fonte econômica importante para o Nordeste. Entretanto, com o término da quarentena, algumas atividades predatórias poderão retornar com mais impacto, prejudicando os ganhos ambientais que estão ocorrendo durante o isolamento.

Ele teme que a busca para alavancar a economia e a alta ocupação de ambientes públicos, pós covid 19, poderão promover uma demanda desordenada e caótica. “Caso a abertura da zona costeira ocorra de forma descuidada e irresponsável, um quadro de agravamento das complicações já presentes no ambiente marinho pré covid 19 poderão ser perceptíveis.”, pondera Freitas

Cobrindo 70% da superfície da Terra e produzindo mais da metade do oxigênio do planeta, mares e oceanos são essenciais para a vida humana. Apesar disto, é exatamente a ação dos homens que está ameaçando estes ecossistemas fundamentais.

Para além das mudanças climáticas e da acidificação das águas por excesso de CO2 no ar, no Brasil mais de 80% das espécies exploradas na costa brasileira estão ameaçadas pela pesca predatória e ilegal, correndo o risco de extinção. Dez milhões de toneladas de lixo chegam ao mar todos os anos, poluindo e comprometendo todo o ecossistema. O turismo predatório destrói sistematicamente as reservas naturais.

Neste contexto, o movimento UNEMar surge de uma inquietação quanto à gestão costeira da região. Pretende pensar esse patrimônio natural do Nordeste brasileiro de forma mais abrangente e inclusiva, de forma a preservá-lo.

No quesito monitoramento e tomada de decisão, atividades hoje realizadas de forma individualizada pelos Estados, a UNEMar propõe a discussão horizontal., dando dinamicidade ao processo além de agregar todos envolvidos na cadeia, aí incluídas as comunidades tradicionais, os povos do mar, populações indígena e quilombola.

A UNEMar possui três pilares norteadores: a Década dos Oceanos que se inicia em 2021, a Economia Azul e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Assim, alinhada com as necessidades locais e específicas, visa inovar no que tange ao gerenciamento costeiro unificado.

O Nordeste do Brasil conta com a maior parte da Amazônia Azul comparada com as outras regiões, e com bastante valor econômico pelo seu posicionamento geográfico estratégico. A UNEMAR entende que é necessário o gerenciamento consolidado, para que as tomadas de decisão se dêem de forma conjunta, assertiva e debatidas previamente com todos os atores do espaço especial costeiro/oceânico.

Com sede em Salvador, a UNEMar está reunindo colaboradores de vários setores, como instituições de ensino e de pesquisa, Poder Público, Terceiro Setor, Sociedade Civil e empresariado para que, juntos, encontrem a melhor forma de aproveitamento costeiro de forma sistêmica, estratégica e sustentável.

O objetivo é buscar soluções em consonância e respeito, pautando a ética, transparência, empoderamento das áreas multisetoriais e multidisciplinares, que utilizam diretamente os serviços e recursos ambientais costeiros oceânicos. “A melhoria da qualidade dos serviços ambientais prestados pelos oceanos está estritamente ligado à conservação e à proteção desse ecossistema”, continua Freitas.

A questão da regulação do clima é uma das interfaces que estará sendo discutida no sistema de gestão mista que propõe interligar partes que antes trabalhavam de forma isolada, pois entendemos que a base de sucesso perpassa pela inter-comunicação das áreas de trabalho no enfoque oceânico.

A Observação de Maximiliano Nagl Garcez Coordenador da Advocacia Garcez, escritório especializado em defesa da cidadania, do movimento sindical e de movimentos populares Advogado da REDEMAR. A criação da UNEMar vem em excelente hora para, suprindo uma lacuna gravíssima que existia na proteção do bioma marinho e das populações que vivem nas regiões costeiras do Nordeste. Considero que a região Nordeste já vem dando exemplos para todo país de como resistir a retrocessos que temos vivenciado nos últimos anos, inclusive na área do meio ambiente, e agora pode dar nova lição a nosso país. Recentemente temos visto como a união do povo nordestino e de órgãos estatais da região vem permitindo lidar com a trágica pandemia do Covid-19 de modo mais eficaz do que na média do restante do Brasil.

A iniciativa parece bastante promissora seja pela multiplicidade de integrantes de diferentes e importantes setores, e por contar com a REDEMAR, entidade séria e combativa e que tem obtido resultados importantes em defesa do meio ambiente marítimo ao longo de sua história. Tenho tido o imenso prazer de poder participar de alguma forma nos últimos capítulos dessa atuação, atuando em defesa da REDEMAR no campo jurídico, como por exemplo nas ações judiciais que trataram do vazamento de óleo no Nordeste, e mais recentemente, em relação ao navio que causou prejuízos ambientais na Costa do Maranhão. Agradeço imensamente o convite para participar desta empolgante iniciativa.

Para o professor Joherbeth Carlos Lima Rêgo (UFMA), que atua na área de gerenciamento costeiro e ambiental, a importância desse coletivo se revela no tocante a um cuidado maior ao uso costeiro sustentável. Ele destaca a necessidade “extrema” da Educação Oceânica, ensinando aos povos do Mar e demais atores o que significa cada elemento no espaço marinho, trazendo-os à luz do conhecimento para despertar seu compromisso com a preservação dos mesmos.

Segundo o biólogo. Victor Rocha Bandeira, a criação da União Nordeste Mar vem da necessidade do empoderamento da região – que possui a maior costa do Brasil – com uma melhor Gestão Costeira e utilização dos seus recursos de forma sustentável, valorizando os povos do mar, e realizando trabalhos de Educação Ambiental e de Preservação Ambiental da nossa costa. Na UNEMAR, ele pretende discutir sobre a utilzação adequada do potencial turístico da região como fonte de renda, para beneficiar principalmente as populações que vivem diretamente do mar.

A diretora do Instituto de Geociências da Ufba, Olívia Maria Cordeiro de Oliveira acredita que “trabalhos em ‘Rede, principalmente de cunho interdisciplinar se configuram como um potencial incremento nas contribuições da temática em tela”. A interação e o intercâmbio de idéias entre as instituições parceiras, através do trabalho em conjunto com os pesquisadores e sociedade contribuem para o fortalecimento de todo as propostas e estratégias para o bem comum. Para ela, se faz imprescindível e urgente a construção coletiva de ampla base de dados de todo conhecimento costeiro existente, bem como seu monitoramento constante para a promoção de benefícios sócioeconômicos e ambientais.

A criação da União Nordeste Mar é uma iniciativa extremamente positiva, forma um elo de posicionamento da nossa região rico ecossistema marinho brasileiro, onde a troca múltipla de conhecimento em educação trará ganhos coletivos impensáveis. O oceano é um grande regulador da temperatura global e possui um patrimônio de serviços ambientais que geram trilhões para a economia verde mundial. Segundo Haroldo Mota, presidente da ONG Baobá, e louvável o projeto encabeçado pela REDEMAR e agradece a participação da entidade na formação desta união do bem.

Mais informações:
Coordenador Institucional da UneMar, William Freitas
Presidente do REDEMAR
Cel (71) 99937-9672

Coordenador Institucional da UneMar, RN, Haroldo Mota
Presidente ONG Baobá
(84)9 8845.4603

Curriculum do Prof. Joherbeth Carlos Doutor em Dinâmica dos Oceanos e da Terra pela, UFF(2019); Mestre em Biodiversidade e Conservação pela UFMA( 2013);Especialista em Gestão Ambiental pela UEMA(2008); Graduado em Geografia pela UFMA(2005). Tendo experiência na docência pela Escolar Militar Tiradentes São Luís/MA. http://lattes.cnpq.br/4846487253501331

Curriculum do MSc. Victor Bandeira :Bacharel em Biologia pela UFRB (2016), Mestre em Ecologia e Biomonitoramento pela UFBA (2019) e Consultor Ambiental, possui experiência com Biologia e Ecologia de Cetáceos, além de realizar trabalhos de Educação Ambiental desde 2009, visando sensibilizar a população para a problemática do lixo, principalmente em relação à sua destinação e consequências. http://lattes.cnpq.br/0368348175087879

Currículo resumido:
Advogado desde 1994, representando trabalhadores, entidades sindicais e movimentos populares. Bacharel em Direito e Mestre em Direito das Relações Sociais, ambos pela UFPR; em 2004 recebeu prêmio da Comissão Fulbright, atuando como Pesquisador-Visitante na Harvard Law School. Foi Diretor para Assuntos Legislativos da ALAL – Associação Latino-Americana dos Advogados Laboralistas e atualmente é diretor da Ilawnetwork - International Lawyers Assisting Workers Network. Atua também como consultor em processo legislativo; foi assessor jurídico e posteriormente Coordenador da Assessoria Técnica da Liderança do PT na Câmara dos Deputados; foi consultor do Presidente do Parlamento Nacional de Timor-Leste, contratado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Fluência em inglês e espanhol. Proferiu palestras e conferências na Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Colômbia, EUA, Espanha, França, Guatemala, México e Timor-Leste. Artigos publicados em revistas especializadas no Brasil e no exterior.


sexta-feira, 8 de maio de 2020

No RN, atletas trocam as ruas pelo quintal de casa e realizam maratona solidária



Um grupo de doze amigos maratonistas realizará, neste sábado (9), a “Meia Maratona Viralizando Amor", com percurso de 21 km e que vai acontecer em volta das casas dos próprios corredores, em função das regras de isolamento social por causa da pandemia do novo coronavírus. A corrida terá início às 6h30.

O objetivo é arrecadar recursos para a aquisição de cestas básicas, que serão distribuídas a famílias carentes no domigo (10), Dia das Mães.
Os atletas solidários são: 

Anderson Kleiton, maratonista, administrador, casado, pai de um tesouro, torcedor do América de Natal, apaixonado por corridas de rua, ciclismo e rock.

Carlson Souza, Eng.Quimico, Professor/Pesquisador UFRN, 63 anos, ciclismo e atletismo  desde 16 anos.

Flávio Leandro, Radialista e Redator de MKT, 55 anos, corre há 8 anos.
Haroldo Mota, ambientalista, Cicloativista, 59 anos, corredor de rua desde os 21 anos.

Leão Franca, 77 anos, atleta que já participou de várias maratonas nacionais e internacionais e apaixonado também por bicicleta.

Luiz Mota, maratonista, criador do projeto Travel With Marathons junto com Marília Carneiro, meia-maratonista, que tem o propósito de divulgar como viajam para as maratonas (travelwithmarathons.wordpress.com).

Marcos Dionísio, 49 anos, Servidor Público, Integrante do Grupo Korrida Maluka. Já participou de 5 Maratonas e sigo correndo atrás de outras.

Patrícia Goes, Assistente Social, terapeuta integrativo, 53 anos, ciclismo há 20 anos.

Renatta Borges, atleta ultramaratonista, casada, mãe e apaixonada por corridas seja lá onde for.

Ribabolt, corredor de rua, 50 Anos, 05 Maratonas, 20 Meia Maratona. 'A corrida transformou minha vida. Sai de uma obesidade de 120 kg aproximadamente para 80/85 kg.

Rozangela Cavalcante, 50 anos, consultora de vendas, meia maratonista e ama pedalar.

Suzete Rovira, ultramaratonista, já participou de provas em várias partes do mundo e quando encontra tempo viaja nas ondas do mar.


Os corredores solicitam um valor de contribuição solidaria de vinte reais (R$ 20,00) e pedem a gentileza de enviar para alguns dos organizadores do evento:

- Haroldo Mota  84 98845 4603 
- Mônica Castro 84 99984.0180
- Vanusa Barreira 84 99659.1888

A cópia do comprovante para melhor controlar a arrecadação.

Os dados bancários disponibilizados:
Banco do Brasil: Agência 2623.9 – c/c  5.775.4
Caixa Econômica Federal: Agência 0034 operação 013 c/c 27.902.9
Banco Bradesco: Agência 2134.2 c/c 0028.559.5
Em nome de Haroldo F Mota

Cada atleta fará seu circuito completo da “Meia Maratona Viralizando Amor - 21 km – EmCasa” na sua residência. Com a largada às 6h30h e previsão de finalização para todos é de no máximo 3h30 após.

Agradecemos desde já a todos pela participação desse ato voluntário amoroso.

Vamos CORRER!

Evento Solidário
Meia Maratona Viralizando Amor - 21 km - em casa.
Data: 09 de maio de 2020 (sábado)
Horário: 6h30 às 10h
Percurso: Em Casa – 21 Km
Objetivo: Adquirir Cestas Básicas para doação
Contribuição: R$ 20,00
Banco do Brasil: Agência 2623.9  c/c  5.775.4
Caixa Econômica Federal: Agência 0034 operação 013 c/c 27.902.9
Banco Bradesco: Agência 2134.2  c/c 0028.559.5
Informação:
Haroldo Mota  84 98845 4603 
Mônica Castro 84 99984.0180
Vanusa Barreira 84 99659.1888

sábado, 11 de abril de 2020

60 ANOS de CANINDÉ SOARES - #Desafio 60 segundos


Oi, amigos, sou eu, jornalista Glácia  Marillac. Estou mandando essa mensagem, em época de coronavírus, para homenagearmos virtualmente nosso amigo, o fotógrafo Canindé Soares, que completará na próxima segunda, (13 de abril), 60 primaveras.

A ideia é enviar um vídeo, com duração máxima de 60 segundos, para que Canindé possa sentir o nosso fraterno amor mesmo sem o tradicional abraço.

Vocês topam fazer essa homenagem? Podem encaminhar o vídeo direto para o whatsapp dele (84) 9 9994.2841, ou publicar nas suas redes sociais, e marcá-lo.

Nesse período de isolamento, precisamos criar formas de compartilhar o nosso carinho e atenção pelas pessoas. Haroldo Mota, da #ongbaoba, também está coordenando essa ação.

Na segunda, Canindé ganhará um baobá de presente para marcar sua trajetória neste planeta.

Contamos com a sua participação.

Ótima Páscoa a todos!

Serviço:
60 ANOS de CANINDÉ SOARES
#Desafio 60 segundos
Ação: produzir um vídeo no máximo 60 segundos
Conteúdo: homenagem fotojornalista Canindé Soares
Quanto: desde já, até dia 13 de abril de 2020
Postar: whatsapp dele (84) 9 9994.2841 ou na sua rede e marcá-lo
Informações: @GlaciaMarillac

terça-feira, 10 de março de 2020

Canutto: Um Semeador do Amor


Quais são os valores que você pode escrever sobre seus amigos, familiares e conhecidos?

Pois bem, em particular gostaria de falar sobre uma pessoa maravilhosa que está completando 79 anos de idade, nesta terça-feira, dia 10 de março de 2020.

Canutto é um ser de fé, um irmão de luz, um amigo indescritível e muito mais...

Conhecer e ficar incrivelmente apaixonado por suas ideias, ações e atitudes é a coisa mais rápida do mundo.

Aliás, mesmo tendo essa idade de 79 anos, seu principal meio de transporte é uma bicicleta.

Poucos são os amigos que no auge dos beirando oitenta anos de idade faz o que ele pratica todos os dias.

Os quatros cantos da nossa cidade, nosso querido e amado CANUTTO percorre em grande estilo numa bicicleta, onde se dirige para participar de uma extensa agenda, sobre os mais diversos assuntos. 

Todas essas reuniões são noventa por cento ligada às ações voluntárias por uma cidadania inclusiva e sustentável.

O segredo para essa sua boa forma física e atitudes saudáveis ele tem de sobra, revela nos mais diversos diálogos nos quais conversamos.

Gostaríamos de fazer um convite bem especial para todos vocês: EM HOMENAGEM AO ANIVERSÁRIO DO NOSSO QUERIDO AMIGO CANUTTO, a ONG BAOBÁ, a Rede EuSouDoAMOR e a Associação dos Ciclistas do RN – ACIRN, estarão no dia 10 de março de 2020, terça-feira, às 16h30, plantado uma árvore de ipê, na Ciclovia Rota do Sol, ao lado Museu da Barreira do Inferno.

Faça parte dessa grande festa. Contamos com sua presença!

Um forte abraço,

Haroldo Mota
ONG Baobá
Convite

Plantio de árvore em comemoração ao aniversário de 79 anos de idade de CANUTTO
Data: 10 de março de 2020 (terça-feira)
Local: Ciclovia Rota do Sol – Museu da Barreira do Inferno
Horário: 16h30
Realização:
ONG BAOBÁ
EuSouDoAmor
ACIRN
Informação:
@HaroldoFMota (84) 98845.4603
@Carlos.Milhor (84) 99415.1333

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

“Árvores de Natal do Amor”



Participe da ação voluntária da distribuição de 366 árvores do projeto “Árvores de Natal do Amor” – sábado (21), das 9h às 10h, no semáforo em frente ao supermercado Nordestão na Av. Roberto Freire, no bairro Cidade Jardim, em Natal.

A ação é uma iniciativa da ONG Baobá e da Rede EuSouDoAmor, que trabalham com ações  de incentivo ao cuidado com o meio ambiente. Durante todo o ano é realizada a distribuição de árvores e sementes do amor em escolas, praças, ruas e comunidades para  promover um maior engajamento da sociedade frente às mudanças climáticas.

"Foi pensando nessa confraternização amorosa natalina que resolvemos promover essa grande festa que será a distribuição das 366 Árvores de Natal do Amor. Com um pequeno ato podemos ajudar nossa cidade a ficar cada vez mais arborizada." declarou entusiasmada a jornalista Glácia Marillac, coordenadora da Rede EuSouDoAmor de ativismo ambiental e social.

O Número 366, que quantifica as árvores a serem distribuídas, representa os dias de 2020, que é um ano bissexto, e que vai precisar muito da nossa atenção, para que possa ser um ano de menos derrubadas e mais plantios de árvores, fundamentais para diminuir o calor no planeta e absorção de gás carbônico, provenientes dos combustíveis fósseis e do desmatamento. "A ação prática do plantio de árvores é uma importante maneira de refletimos sobre nossa pegada ambiental. Precisamos da ajuda de todas nesse trabalho importante de reflorestamento da nossa cidade, do nosso estado, do nosso país e do nosso planeta", comenta Haroldo Mota presidente da ONG Baobá.

As árvores foram produzidas no viveiro professora Magda Guilhermino e tem desde craibeiras com suas lindas flores amarelas,  a ipês coloridos e o exuberante pau-brasil. Consta na programação a apresentação musical de Andrea Silveira e da gaúcha dona Vercy Prietto com seu acordeon.

Participe! Você é muito  importante no combate às mudanças climáticas por amor ao planeta Terra.

Serviço
Evento: “Árvores de Natal do Amor”
Data: 21.12.2019 (sábado)
Horário: 9h às 10h
Local: Av. Roberto Freire - Semáforo do Supermercado Nordestão/Cidade Jardim, Natal/RN
Vai rolar: Distribuição gratuita de 366 árvores nativas da mata atlântica
Apresentação: musical de Andrea Silveira e Vercy Prietto.
Realização: ONG Baobá e Rede EuSouDoAmor
Apoio: LucGraf, Mestre Sala, Cabana Kids e Laticínio Agreste Potiguar
Informação:
@HaroldoFMota
@GlaciaMarillac

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Greta Thunberg é eleita Pessoa do ano pela Time




A ambientalista, de apenas 16 anos, concorreu com nomes como a presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi, os manifestantes pró-democracia de Hong Kong e o presidente dos EUA, Donald Trump.
Desde que iniciou os protestos, a ativista foi convidada a discursar em diversos eventos internacionais, tais como a COP24, Fórum Econômico Mundial e a Conferência do Clima da ONU. Neste último, ela acusou os líderes mundiais de terem traído sua geração pela falta de comprometimento com as ações necessárias para reverter as mudanças climáticas.

"Vocês roubaram meus sonhos e minha infância com suas palavras vazias, mas eu tenho sorte. Pessoas estão sofrendo, pessoas estão morrendo, ecossistemas inteiros estão entrando em colapso. "Eu não deveria estar aqui, deveria estar na escola, do outro lado do oceano. Mas os jovens estão começando a entender a traição de vocês.", disse na ocasião.

Fonte
NY TIMES




sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Carta do Leitor: Jureia Um Paraíso Ameaçado



É com imensa alegria que publicamos um texto do nosso grande amigo ambientalista SÉRGIO DIALETACHI, com o titulo “Carta do Leitor: Jureia Um Paraíso Ameaçado”, leiam seu primoroso depoimento que ele postou no facebook.
De Sérgio Dialetachi, Peruíbe/SP, 04.10.2019
Carta do Leitor
Gostaria de registrar minha satisfação ao ler (na Folha do último Domingo) o artigo “Juréia: Um Paraíso Ameaçado”, escrito por Rubens Ricúpero, Fábio Feldmann, Eduardo Jorge, Gláucia Savin e Carlos Joly, que esclarece deplorável episódio ocorrido recentemente na Unidade de Conservação localizada entre Peruíbe e Iguape, no Litoral Sul de São Paulo.
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Acrescentaria apenas dois pontos: a invasão não foi um fato isolado e nem foi promovida por simples moradores quaisquer.
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Há cerca de vinte anos, um grupo político equivocado (que se diz de esquerda) resolveu tentar hegemonia local e alcançar projeção regional lançando a tese de que a Estação Ecológica havia sido “copiada de modelos norte-americanos e imposta de cima para baixo”. E esse mantra tem sido repetido por um grupo de seguidores que não presenciaram os fatos ou preferem ignorá-los. Como se vê, fake news, auto-verdades e robôs de compartilhamento não são tamanha novidade e nem exclusividade da extrema direita.
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A criação da Estação Ecológica Juréia-Itatins foi fruto de uma intensa mobilização da Sociedade Civil paulista contra as ameaças da grilagem de terras, da especulação imobiliária e da construção de usinas nucleares nas décadas de 70 e 80.
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Muitos dos maiores nomes da política, das artes, da Ciência, do jornalismo e do ativismo social estiveram envolvidos nessa luta, integrada por entidades como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC, Ordem dos Advogados do Brasil - OAB, a Associação Brasileira de Imprensa - ABI, o Instituto dos Arquitetos do Brasil - IAB e a Associação Médica Brasileira - AMB, entre muitas outras de porte e significado.
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A imprensa paulista encampou quase que unanimemente a campanha, com a Folha exercendo grande protagonismo, como pode ser consultado nos próprios arquivos desse jornal.
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Gente muito diferente, como Mário Schemberg, Aziz Ab’Sáber, José Godemberg, Rogério Cerqueira Leite, Eduardo Suplicy, Cacilda Lanuza, Carlito Maia, Luiz Roberto Tommasi, Ecléa e Alfredo Bosi, Fernando Morais, Nanuza Menezes e Randau Marques, apenas para citar alguns nomes, foram fundamentais para a viabilização de uma alternativa de desenvolvimento sustentável para a região. Merece destaque o esforço de Ernesto Zwarg Júnior, reconhecidamente o maior defensor do patrimônio ambiental e humano da região.
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Em 1986, o Governador Franco Montoro conduziu pessoalmente a reunião do CONSEMA – Conselho Estadual do Meio Ambiente que criou a Estação Ecológica, na presença de figuras importantes como o Secretário de Cultura, Chopin Tavares de Lima, o Procurador Geral de Justiça, Paulo Salvador Frontini, o Presidente da SBPC, Luiz Carlos Simões, o Assessor para Assuntos Jurídicos, Roberto Muylaert, o Secretário Especial do Meio Ambiente (federal), Paulo Nogueira-Neto (criador da 1ª estação ecológica, ao redor da área onde seriam construídas as usinas nucleares), o ex-Diretor do Instituto Florestal, Mauro Victor, o Presidente do CONDEPHAAT, Modesto Carvalhosa (precursor mundial em tombamentos de áreas naturais) e o Secretário de Justiça, José Carlos Dias (atual membro da Comissão Arns). Como representante de mais de 130 entidades ambientalistas, participei dessa sessão do CONSEMA.
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A proposta aprovada foi desenhada por José Pedro de Oliveira Costa, provavelmente a maior “autoridade” brasileira no assunto, tendo trabalhado em organismos como a UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura e a IUCN – União Internacional para a Proteção da Natureza. Por iniciativa própria ou em cooperação com outros especialistas, José Pedro criou 178 Áreas Naturais Protegidas, garantindo a conservação de quase 160 milhões de hectares (até o momento).
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Não houve NENHUMA manifestação contrária à criação da Estação Ecológica, antes ou depois da reunião do CONSEMA, no litoral ou na Capital, fosse de partido político, movimento social, imprensa ou organismo de defesa dos direitos humanos.
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O chamado Grupo da Terra, formado dentro da antiga SUDELPA – Superintendência para o Desenvolvimento do Litoral Paulista, para cuidar das complicadas questões fundiárias e demarcação de terras indígenas em todo o Vale do Ribeira (e, portanto, visto por muitos como “comunista”), foi designado para as conversações com habitantes locais para a implantação da Unidade de Conservação. Vale lembrar que a SUDELPA era dirigida por ninguém menos que José Eduardo Raduan.
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No Governo Quércia, em 1987, a Estação Ecológica foi referendada através de Lei, aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo - ALESP, também sem oposição.
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Dizer que a criação Estação Ecológica Juréia-Itatins foi uma “violência contra a população tradicional local” é, no mínimo, um desrespeito com a biografia de todas as pessoas envolvidas. Tudo foi feito com o máximo de transparência e participação possível até então.
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Ainda, em 2006, para corrigir eventuais injustiças e contemplar pleitos dos moradores que não haviam sido previstos originalmente, foi feita uma mudança nos limites e nas restrições de uso impostas para diferentes “porções” da antiga Estação Ecológica.
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Uma comissão de moradores chegou a ir até o Palácio dos Bandeirantes para homenagear o então Governador Cláudio Lembo pela assinatura do Decreto de criação desse chamado “Mosaico de Unidades de Conservação”.
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Em 2013, após amplos debates e audiências públicas, a proposta também foi estabelecida por Lei, aprovada pela ALESP.
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Resta saber, então, quem são os invasores ou que interesses estão por trás desse confronto.
Atenciosamente.
Sérgio Dialetachi – peruibense de coração e ambientalista há 46 anos

Fonte
https://www.facebook.com/sergio.dialetachi